No Brasil, em 24 de fevereiro de 1932, as mulheres passaram a ter a prerrogativa de participar da escolha dos representantes políticos por meio do voto. O direito só foi reconhecido por meio do Decreto nº 21.076, do então presidente Getúlio Vargas.
Noventa e um anos após o advento do voto feminino, as mulheres são hoje a maioria do eleitorado brasileiro. De outro lado, contudo, a representação política feminina segue, desde o princípio, sendo baixa. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na legislatura da Câmara dos Deputados de 1950-1954, a presença feminina foi de apenas 0,3%, entre os 326 deputados. No registro de 1995-1999, essa porcentagem foi para 7%, entre os 513 parlamentares eleitos. Devido a esse histórico, a luta pela inclusão da mulher é pauta em toda eleição.
Para falar sobre o tema, recebemos a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, advogada Cristiane Lara, que também é presidente da Comissão especial de enfrentamento à violência doméstica da OABMG de Itaúna, membro da comissão especial de enfrentamento à violência contra a mulher da OAB de Minas Gerais e professora do núcleo Maria da Penha da comissão “Direito na Escola da OAB de Itaúna.
A advogada explicou para os ouvintes das rádios CLUBE FM 93,5 e CONEXÃO FM 106,5 sobre a importância do voto e da representatividade feminina na política, como incentivar mais mulheres a participar do processo eleitoral. Dra. Cristiane Lara falou também sobre os mecanismos que precisam ser criados para aumentar a representatividade das mulheres em todas as esferas de poder.
“Quase 110 milhões de pessoas da população brasileira são do sexo feminino e 104 milhões de homens arredondando os números. E esse número não se reflete na representatividade política. No Senado, por exemplo, temos 71 senadores e apenas 10 senadoras. Na Câmara dos Deputados, temos 91 mulheres e 422 homens, lembrando que dessas mulheres 9 são de Minas Gerais e esse ano temos também 3 representantes indígenas e duas mulheres trans. Ou seja, precisamos muito melhorar esses números e trabalhar para que tenhamos os espaços políticos ocupados por mulheres”, declarou a presidente da Comissão especial de enfrentamento à violência doméstica da OABMG de Itaúna, Dra Cristiane Lara.
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