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Minas Gerais cria 38,8 mil empregos formais em março e conquista a segunda maior geração de vagas do país
Saldo positivo é puxado pelo setor de Serviços e pela Agropecuária; Micro e Pequenas Empresas (MPE) foram responsáveis por mais de 50% das contratações.
Por Pedro Emanuel
21 de Maio de 2026 às 13:52
Minas Gerais registrou um desempenho robusto no mercado de trabalho formal em março de 2026, com a criação de 38.845 novos postos de trabalho com carteira assinada. Segundo levantamento do Sebrae Minas com base nos dados do Caged, o estado garantiu a segunda colocação no ranking nacional, ficando atrás apenas de São Paulo. O resultado representa um avanço expressivo de 59,74% em relação a fevereiro e um salto de 111% quando comparado ao mesmo período de 2025.
Destaques por Setores O setor de Serviços liderou a criação de empregos, sendo responsável por cerca de 17,5 mil vagas, com destaque para a gestão de recursos humanos para terceiros. A Agropecuária também teve um mês de grande destaque, gerando 9.783 postos de trabalho, impulsionada pelas culturas de alho, café e produção de sementes, consolidando Minas Gerais como vetor fundamental de empregabilidade no campo. Construção Civil e Comércio também contribuíram positivamente para o saldo mensal.
O Papel dos Pequenos Negócios As Micro e Pequenas Empresas (MPE) foram o motor da geração de vagas, respondendo por 52,86% do saldo total (+20.535 postos). Embora os pequenos negócios liderem a contratação, o cenário econômico atual apresenta desafios: o ambiente de juros restritivos tem impactado a dinâmica das MPEs, permitindo que médias e grandes empresas ganhem participação no mercado de contratações.
Perfil do Contratado e Perspectivas O levantamento aponta que os jovens entre 18 e 24 anos são o principal público de entrada no mercado formal mineiro, compondo 45,5% das admissões nas MPEs. Sobre os próximos meses, o Sebrae Minas avalia que, apesar do vigor registrado no primeiro trimestre, o cenário exige cautela. "A seletividade deve aumentar. Setores dependentes de crédito direto ao consumidor seguem sensíveis aos patamares da taxa Selic, o que exige monitoramento constante da inadimplência e do poder de compra das famílias", observa Bárbara Castro, analista do Sebrae Minas.
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